Beirando os trinta anos, e começando a ter uma certa crise relacionada ao peso do que significa essa idade, decidi criar um espaço de compartilhamento de experiências vividas, reunindo aqui as coisas que me fazem bem: literatura, cinema, boa mesa, viagens. É um blog de muitas coisas, pois assim são os prazeres: eles não vêm de uma única fonte.
Pode parecer uma grande presunção: e é. Não sou crítica de cinema, nem de literatura, muito menos chef de cozinha. Sou penas uma indivídua estimulada pela vida a ser mais, e a partilhar o que sei (ainda que pouco) com o mundo.
Esperando proporcionar momentos de prazer a quem se interessar pelas dicas, sugestões e experiências partilhadas, começo esse blog com um poema que representa esse meu estado de espítito.
Boa leitura!
Retrato do artista quando coisa
Manoel de Barros
A maior riqueza
do homem
é sua incompletude.
Nesse ponto
sou abastado.
Palavras que me aceitam
como sou
- eu não aceito.
Não aguento ser apenas
um sujeito que abre
portas, que puxa
válvulas, que olha o
relógio, que compra pão
às 6 da tarde, que vai
fora, que aponta lápis,
que vê a uva etc. etc.
Perdoai. Mas eu
preciso ser Outros.
Eu penso
renovar o homem
usando borboletas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário